Soberano São Paulo joga para não vestir a camisa do Corinthians; Raposa dança

José Roberto Malia
José Roberto Malia

José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br

É tudo ou nada. A conquista dos três pontos contra o lanterna do grupo 2, o modesto Danubio, é mais que necessária no estádio Luis Franzini. Uma obrigação, uma questão de sobrevivência na Libertadores.

Só assim o soberano São Paulo continuará na vice-liderança da chave e não precisará vestir a camisa do Corinthians no duelo do coirmão contra o San Lorenzo, quinta, no Itaquerão, minha casa minha vida.

Tricolores e hermanos acumulam seis pontos, mas a equipe são-paulina está na frente por ter melhor saldo de gols – 2 a 0. Sob o comando do interino Milton Cruz, o time do Morumbi entra embalado por duas vitórias no Paulistinha (3 a 0 na Lusa e no Red Bull).

Que serão facilmente esquecidas e levarão o time novamente ao redemoinho das grandes emoções de uma crise se a bolinha de gude e a apatia retornarem ao bico das chuteiras da equipe.

Ninguém engolirá um tropeço diante do lanterna do grupo – em quatro jogos na Libertadores, quatro derrotas e duas goleadas por 4 a 0 contra São Paulo e Corinthians – apesar de o Danubio, hoje, liderar o Campeonato Uruguaio.

Na matemática do ‘Infobola’, as chances de classificação na chave estão assim: Corinthians – 99%; Tricolor – 59%; San Lorenzo – 42%.

O Tricolor tem de abrir o olho porque a semana da Libertadores começou das mais azedas para os brasileiros. A Raposa necessitava de apenas um empate diante do Huracán, em Buenos Aires, para carimbar a vaga nas oitavas de final. Dançou ‘don’t cry for me, BH’: 3 a 1. Abila (2) e Macinelli correram para o abraço no time argentino. Leandro Damião, de pênalti, descontou.

O resultado deixou o grupo 3 mais embolado que uva no cacho. Isso porque o Universitario Sucre derrotou o Mineros por 2 a 0 e assumiu a ponta, com nove pontos.

O Cruzeiro permaneceu com oito e decidirá a vaga contra os bolivianos no Mineirão, na próxima semana. O Sucre avançará se não levar bala do pão de queijo, que agora está pressionado na segunda posição.

O Huracán chegou a sete, na terceira colocação, e só dependerá de um triunfo diante do eliminado Mineros (um ponto) para ir ao mata-mata das oitavas de final do torneio continental.